Visão cristã
   Tópicos da Sagração - IV

Aqui vai a última parte da minha Sagração:

 



Escrito por Dom Henrique às 22h19
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   Leituras para São Pedro e São Paulo

Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 12,1-11)

Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.

4“Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa.

5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continua­mente a Deus por ele.

6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.

7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.

8O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!”

9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão.

10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou.

11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

 

Salmo responsorial (Sl 33)

De todos os temores

me livrou o Senhor Deus.

 

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,

seu louvor estará sempre em minha boca.

Minha alma se gloria no Senhor;

que ouçam os humildes e se alegrem!

 

Comigo engrandecei ao Senhor Deus,

exaltemos todos juntos o seu nome!

Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,

e de todos os temores me livrou.

 

Contemplai a sua face e alegrai-vos,

e vosso rosto não se cubra de vergonha!

Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,

e o Senhor o libertou de toda angústia.

 

O anjo do Senhor vem acampar

ao redor dos que o temem, e os salva.

Provai e vede quão suave é o Senhor!

Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

 

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo (2Tm 4,6-8.17-18)

Caríssimo, 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.

17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.

18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

 

Aleluia, aleluia, aleluia! (Mt 16,18)

Tu és Pedro e sobre esta pedra

eu irei construir minha Igreja;

e as portas do inferno

não irão derrotá-la.

 

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 16,13-19)

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”

14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.



Escrito por Dom Henrique às 22h08
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   Estudo bíblico-catequético para a Solenidade de São Pedro e São Paulo

1. “Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. – Estas palavras da Liturgia resumem o significado de São Pedro e São Paulo. A Igreja chama a ambos de “corifeus”, isto é líderes, chefes, colunas.

=> Eles são apóstolos, os primeiros enviados do Senhor, são testem.unhas do Cristo morto e ressuscitado. Sua pregação plantou a Igreja, que vive do testemunho que eles deram. Leia Mt 10,1ss; 28,18-20.

=> Pedro, discípulo da primeira hora, seguiu Jesus nos dias de sua pregação, recebeu do Senhor o nome de Pedra e foi colocado à frente do colégio dos Doze e de todos os discípulos de Cristo. Generoso e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre e, após a ressurreição, teve confirmada a missão de apascentar o rebanho de Cristo. Pregou o Evangelho e deu seu último testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o Imperador Nero no ano 67.

=> Paulo não conhecera Jesus segundo a carne. Foi perseguidor ferrenho dos cristãos, até ser alcançado pelo Senhor ressuscitado na estrada de Damasco. Jesus o fez se apóstolo. Pregou o Evangelho incansavelmente pelas principais cidades do Império Romano e fundou inúmeras igrejas. Combateu ardentemente pela fidelidade à novidade cristã, separando a Igreja da Sinagoga. Por fim, foi preso e decapitado em Roma também sob o Imperador Nero no mesmo ano que Pedro. Leia 2Cor 11,18 – 12,10.

 

2. Estes gigantes da fé foram fiéis à missão recebida.

=> As palavras de Paulo servem também para Pedro: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”.

=> Ambos foram perseverantes e generosos na missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar...”

=> Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a palavra e a vida, tudo dando por Cristo. Pedro disse com acerto: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”; Paulo exclamou com verdade: “Para mim, viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Em Jesus eles apostaram tudo; por Jesus, gastaram a própria vida; da loucura da cruz e da esperança da ressurreição de Jesus, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida. Leia Jo 21,15-19; Fl 3,4-14.

=> Ambos derramaram o Sangue pelo Senhor: “Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Eis a maior de todas a honras de Pedro e de Paulo: beberam o cálice do Senhor, participando dos seus sofrimentos, unido a ele suas vidas até o martírio em Roma, para serem herdeiros de sua glória.

 

3. Hoje também, nossos corações voltam-se para a Igreja de Roma, aquela que foi regada com o sangue dos bem-aventurados Pedro e Paulo, aquela, que guarda seus túmulos, aquela, que é e será sempre a Igreja de Pedro.

=> Alguns dizem, deturpando totalmente a Escritura, que ela é a Grande Prostituta, a Babilônia. Segundo o Apocalipse, a Prostituta é a Cidade de Roma enquanto capital do antigo Império Romano; império pagão que perseguia os cristãos (cf. Ap 17). Quanto à Igreja de Roma, ela é a Esposa do Cordeiro, imagem da Jerusalém celeste (Ap 21,1-11).

=> Conhecemos e veneramos o ministério que o Senhor Jesus confiou a Pedro e seus sucessores em benefício de toda a Igreja: ser o pastor de todo o rebanho de Cristo e a primeira testemunha da verdadeira fé naquele que é o “Cristo, Filho do Deus vivo”. Leia Mt 10,2: Pedro é o primeiro; Mt 16,17ss: sobre ele Cristo fundou sua Igreja; Lc 22,31s: por isso deve confirmar seus irmãos na fé. Veja como Pedro é o chefe da Igreja, sempre ocupando o primeiro lugar na responsabilidade: Jo 20,3-8; At 1,15ss; 2,14ss; 2,3-s; 5,1-11; 1Cor 15,3-5. Lembre: Cefas quer dizer Pedro, pedra.

=> Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma; hoje, em Bento XVI. O Papa será sempre, na Igreja, o referencial seguro da comunhão na verdadeira fé e na unidade. Quando surgem, como ervas daninhas, tantas e tantas seitas cristãs e pseudo-cristãs, nossa comunhão com Pedro é garantia de permanência seguríssima na verdadeira fé. Quando o mundo já não mais se constrói nem se regula pelos critérios do Evangelho, a palavra segura de Pedro é, para nós, uma referência segura daquilo que é ou não é conforme o Evangelho.



Escrito por Dom Henrique às 22h05
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   Tópicos da Sagração - I

Caro Internauta, o BLog tem apresentado problemas nos últimos dois dias. Por isso não postei nada por aqui. Vai, agora, uma série de três vídeos com momentos de minha Sagração Episcopal, para quem dela não participou possa ter uma ideia e quem nela esteve presente possa recordar esse momento de graça. Agradeço muito a quem disponibilizou este vídeo!
 



Escrito por Dom Henrique às 21h10
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   Tópicos da Sagração - II



Escrito por Dom Henrique às 19h38
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   Tópicos da Sagração - III

Aqui vai mais um trecho da minha Sagração: 

 



Escrito por Dom Henrique às 19h37
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   Bento XVI: Abertura do Ano Sacerdotal

Eis o texto da homilia que o Santo Padre Bento XVI pronunciou na última sexta-feira à tarde, ao inaugurar o Ano Sacerdotal, durante as vésperas da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que ele presidiu na Basílica Vaticana:

 

Queridos irmãos e irmãs:

 

Na antífona do Magnificat, dentro de pouco, cantaremos: “O Senhor nos acolheu em seu coração”, “Suscepit nos Dominus in sinum et cor suum”. No Antigo Testamento, fala-se 26 vezes do coração de Deus, considerado como o órgão da sua vontade: em referência ao coração de Deus, o homem é julgado. Por causa da dor que seu coração sente pelos pecados do homem, Deus decide o dilúvio, mas depois se comove diante da fraqueza humana e perdoa. Depois, há uma passagem do Antigo Testamento em que o tema do coração de Deus se expressa de maneira totalmente clara: encontra-se no capítulo 11 do livro do profeta Oseias, em que os primeiros versículos descrevem a dimensão do amor com que o Senhor se dirige a Israel na aurora de sua história: “Quando Israel era menino, eu o amei e do Egito chamei meu filho” (v. 1). Na realidade, à incansável predileção divina, Israel responde com indiferença e inclusive com ingratidão. “Mas quanto mais os chamava, tanto mais eles se afastavam de mim” (v. 2). No entanto, Ele não abandona Israel nas mãos dos inimigos, pois “meu coração se contorce dentro de mim, minhas entranhas comovem-se” (v. 8).

 

 

 

 

O coração de Deus se estremece de compaixão! Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja apresenta este mistério à nossa contemplação, o mistério do coração de um Deus que se comove e oferece todo o seu amor à humanidade. Um amor misterioso, que nos textos do Novo Testamento nos é revelado como incomensurável paixão de Deus pelo homem. Não se rende diante da ingratidão, nem sequer diante da rejeição do povo que Ele escolheu; mais ainda, com infinita misericórdia, envia ao mundo seu Filho unigênito para que carregue sobre si o destino do amor destruído; para que, derrotando o poder do mal e da morte, possa restituir a dignidade de filhos aos seres humanos escravizados pelo pecado. Tudo isso com um preço muito caro: o Filho unigênito do Pai se imola na cruz: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (cf. Jo 13,1). Símbolo deste amor que vai muito além da morte é seu lado atravessado por uma lança. Neste sentido, uma testemunha ocular – o apóstolo João – afirma: “Um dos soldados traspassou-lhe o lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água” (cf. Jo 19,34).

 

Queridos irmãos e irmãs: obrigado, pois, respondendo ao meu convite, viestes em grande número a esta celebração, pela qual entramos no Ano Sacerdotal. Saúdo os senhores cardeais e os bispos, em particular o cardeal prefeito e o secretário da Congregação para o Clero, junto a seus colaboradores, e o Bispo de Ars. Saúdo os sacerdotes e seminaristas dos colégios de Roma; os religiosos e religiosas e a todos os fiéis. Dirijo uma saudação especial a Sua Beatitude Ignace Youssef Younan, patriarca de Antioquia dos Sírios, que veio a Roma para visitar-me e manifestar publicamente a ecclesiastica communio, que lhe foi concedida.

 

Queridos irmãos e irmãs: detenhamo-nos para contemplar juntos o Coração traspassado do Crucificado. Mais uma vez, acabamos de escutar, na breve leitura tomada da carta de São Paulo aos Efésios, que “Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2,4-6). Estar em Cristo Jesus significa já sentar-se nos céus. No Coração de Jesus se expressa o núcleo essencial do cristianismo; em Cristo nos é revelada e entregue toda a novidade revolucionária do Evangelho: o Amor que nos salva e nos faz viver já na eternidade de Deus. O evangelista João escreve: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (3,16). Seu Coração divino chama então nosso coração; convida-nos a sair de nós mesmos e a abandonar nossas seguranças humanas para fiar-nos d’Ele e, seguindo seu exemplo, a fazer de nós mesmos um dom de amor sem reservas.

 

Se é verdade que o convite de Jesus a “permanecer em seu amor” (cf. Jo 15,9) se dirige a todo batizado, na festa do Sagrado Coração de Jesus, Dia de Santificação Sacerdotal, este convite ressoa com maior força para nós, sacerdotes, em particular nesta tarde, solene início do Ano Sacerdotal, que convoquei por ocasião do 150º aniversário da morte do Santo Cura de Ars. Vem-me imediatamente à mente uma bela e comovedora afirmação, referida no Catecismo da Igreja Católica: “O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus” (n. 1589). Como não recordar com comoção que diretamente desse Coração manou o dom do nosso ministério sacerdotal? Como esquecer que nós, presbíteros, fomos consagrados para servir, humilde e autorizadamente, ao sacerdócio comum dos fiéis? Nossa missão é indispensável para a Igreja e para o mundo, que exige fidelidade plena a Cristo e uma incessante união com Ele; isto é, exige que busquemos constantemente a santidade, como fez São João Maria Vianney. Na carta que vos dirigi por ocasião deste ano jubilar especial, queridos sacerdotes, eu quis sublinhar alguns aspectos que qualificam nosso ministério, fazendo referência ao exemplo e ao ensinamento do Santo Cura de Ars, modelo e protetor de todos os sacerdotes, em particular dos párocos. Espero que este meu texto vos sirva de ajuda e estímulo para fazer deste ano uma ocasião propícia para crescer na intimidade com Jesus, que conta conosco, seus ministros, para difundir e consolidar seu Reino, para difundir seu amor, sua verdade. E, portanto, “a exemplo do Santo Cura de Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis, também vós, no mundo de hoje, mensageiros de esperança, reconciliação e paz”.

 

 

 

 

Deixar-se conquistar totalmente por Cristo! Este foi o objetivo de toda a vida de São Paulo, a quem dirigimos nossa atenção durante o Ano Paulino, que já está terminando; esta foi a meta de todo o ministério do Santo Cura de Ars, a quem invocaremos particularmente durante o Ano Sacerdotal; que este seja também o principal objetivo de cada um de nós. Para ser ministros ao serviço do Evangelho, é certamente útil e necessário o estudo com uma atenta e permanente formação pastoral, mas é ainda mais necessária essa “ciência do amor”, que só se aprende de “coração a coração” com Cristo. Ele nos chama a partir o pão do seu amor, a perdoar os pecados e a guiar o rebanho em seu nome. Precisamente por este motivo, não podemos nos afastar nunca do manancial do amor que é seu Coração atravessado na cruz.

 

Somente assim seremos capazes de cooperar eficazmente com o misterioso “desígnio do Pai”, que consiste em “fazer de Cristo o coração do mundo”, desígnio que se realiza na história na medida em que Jesus se converte no Coração dos corações humanos, começando por aqueles que estão chamados a estar mais perto d’Ele, os sacerdotes. As “promessas sacerdotais” que pronunciamos no dia da nossa ordenação e que renovamos cada ano, na Quinta-Feira Santa, na Missa Crismal, voltam a nos recordar este constante compromisso. Inclusive nossas carências, nossos limites e fraquezas devem nos conduzir ao Coração de Jesus. Se é verdade que os pecadores, ao contemplá-lo, devem aprender a necessária “dor dos pecados” que volta a conduzi-los ao Pai, isso se aplica ainda mais aos ministros sagrados. “Como esquecer que nada faz a Igreja, Corpo de Cristo, sofrer mais que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (Jo 10, 1ss), seja porque as desviam com suas doutrinas privadas, seja porque as atam com os laços do pecado e da morte? Também para nós, queridos sacerdotes, aplica-se o chamado à conversão e a recorrer à Misericórdia Divina, e igualmente devemos dirigir com humildade incessante a súplica ao Coração de Jesus para que nos preserve do terrível risco de causar dano àqueles a quem devemos salvar.

 

 

 

 

Há pouco, pude venerar, na Capela do Coro, a relíquia do Santo Cura de Ars: seu coração. Um coração inflamado de amor divino, que se comovia frente ao pensamento da dignidade do sacerdote e falava aos fiéis com tons tocantes e sublimes, afirmando que “depois de Deus, o sacerdote é tudo!... Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu” (cf. Carta para o Ano Sacerdotal). Cultivemos, queridos irmãos, esta mesma comoção, seja para cumprir nosso ministério com generosidade e dedicação, seja para custodiar na alma um verdadeiro “temor de Deus”: temor de poder privar de tanto bem, por nossa negligência ou culpa, as almas que nos foram confiadas, ou de poder causar-lhes dano. Que Deus não o permita! A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos, de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas. Na adoração eucarística, após a celebração das Vésperas, pediremos ao Senhor que inflame o coração de cada presbítero com essa caridade pastoral capaz de fundir seu “eu” no de Jesus sacerdote, para assim poder imitá-lo na mais completa entrega de si mesmo. Que nos obtenha esta graça a Virgem Mãe, de quem amanhã contemplaremos com viva fé o Coração Imaculado. O Santo Cura de Ars vivia uma filial devoção por ela, até o ponto de que, em 1836, antecipando-se à proclamação do dogma da Imaculada Conceição, já havia consagrado sua paróquia a Maria “concebida sem pecado”. E manteve o costume de renovar frequentemente esta oferenda da paróquia à Santa Virgem, ensinando aos fiéis que “basta dirigir-se a ela para ser escutados”, pela simples razão de que ela “deseja sobretudo ver-nos felizes”. Que Nossa Senhora, nossa Mãe, nos acompanhe no Ano Sacerdotal que iniciamos hoje, para que possamos ser guias firmes e iluminados para os fiéis que o Senhor confia aos nossos cuidados pastorais. Amém!

 

 

 



Escrito por Dom Henrique às 00h22
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   Louvor ao que rendeu cem por um!

Logo ao nasceres não trazes mancha,

João Batista, severo asceta,

Mártir potente, do ermo amigo,

grande profeta.

 

De trinta frutos uns se coroam;

a fronte de outros o dobro cinge.

Tua coroa, dando três voltas,

os cem atinge.

 

Assim cingido de tanto mérito,

retira as pedras do nosso peito,

torto caminho, chão de alto e baixo,

torna direito.

 

Faze que um dia, purificados,

vindo a visita do Redentor,

possa em noss’alma, que preparaste,

seus passos pôr.

 

A vós, Deus Único, o céu celebra,

Trino em pessoas canta também.

Mas nós na terra, impuros, pedimos

perdão. Amém.

 

 

 



Escrito por Dom Henrique às 23h45
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   Voz que clama no deserto

Dos Sermões de Santo Agostinho, Bispo (Séc.V):

 

 

A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente.

 

Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem.

 

O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor. Nele pensais com amor filial,a ele recebestes no coração, dele vos tornastes templos.

 

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele. Tudo isto são coisas divinas, que ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes

fatos.

 

Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só então recupera a voz. Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto, fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na cruz. Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23).

 

João é a voz; o Senhor, porém,no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no

tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.

 

 



Escrito por Dom Henrique às 18h13
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   A Luz e seu precursor

Das Homilias de São Beda, o Venerável (673-735), monge, doutor da Igreja:

 

O fato de o nascimento de João ser comemorado quando os dias começam a diminuir e o do Senhor quando os dias começam a aumentar tem um significado simbólico. Com efeito, o próprio João revelou o segredo desta diferença. As multidões tomavam-no pelo Messias em razão das suas virtudes eminentes, e alguns consideravam que o Senhor não era o Messias, mas um profeta, devido à fragilidade da Sua condição corporal. E João declarou: «Convém que Ele cresça e que eu diminua» (Jo 3,30). E o Senhor cresceu verdadeiramente porque, quando foi olhado como profeta, deu a conhecer aos crentes do mundo inteiro que era o Messias. João diminuiu, porque aquele que as pessoas julgavam ser o Messias lhes apareceu, não como Messias, mas como anunciador do Messias.

 

É normal, pois, que a claridade do dia comece a diminuir a partir do nascimento de João, dado que a sua reputação de divindade havia de desvanecer-se e o seu batismo em breve desapareceria. Como também é normal que a claridade dos dias recomece a aumentar a partir do nascimento do Senhor, pois Ele veio à terra revelar a todos os pagãos as luzes de um conhecimento que, até então, só os judeus possuíam em parte, e difundir por todo o mundo o fogo do Seu amor.

 

 

 



Escrito por Dom Henrique às 18h07
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   Minhas palavras... - I

Pediram-me. Coloco aqui as palavras que proferi ao final de minha Consagração episcopal:

“Eu sou o Bom Pastor!

O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas!

Por isso o Pai me ama, porque dou a vida pelas minhas ovelhas!”

 

Senhor Arcebispo Metropolitano, Dom Antônio Muniz Fernandes,

Caríssimo Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo Metropolitano de Aracaju, meu Irmão e meu Arcebispo,

Caríssimos Irmãos no Episcopado aqui presentes,

 

Exmo. Sr. Governador do Estado, Dr. Teotônio Vilela Filho,

Exmo. Sr. Prefeito da Capital, Sr. José Cícero Soares de Almeida,

Demais autoridades, seus representantes e amigos aqui presentes,

 

Irmãos sacerdotes, religiosos e religiosas,

Todos vós, membros do Povo Santo de Deus, Irmãos e Irmãs em Cristo Jesus!

 

 

Neste momento tão importante para a minha vida e tão significativo para a vida da Igreja, o meu pensamento, o meu afeto, a minha gratidão e, mais que nunca o meu amor, voltam-se para Ele, o Bom, o Belo, o Perfeito e Completo, o único Pastor do rebanho, Jesus Cristo nosso Senhor! A Ele contemplo maravilhado e lhe peço a graça de ser transparência sua no ministério ora recebido!

 

Sinceramente, toda palavra que agora eu possa dizer, de certo modo macula, fere o Mistério que celebramos: Mistério da misericórdia fidelíssima de Cristo, que não abandona a sua Igreja, sua Esposa católica, nossa Mãe: ele continua suscitando aqueles que prosseguem no Ministério episcopal a sucessão apostólica, como dispensadores da graça de Deus! Mistério de eleição, quando o Senhor olhou para mim – Ele que conhece meu coração, com seus anseios, sonhos e tantas limitações – pardal com olhos e anseios de águia, como diria Santa Teresinha – o Senhor olhou para mim e chamou-me para o sagrado ministério do Episcopado... Mistério da abundância do Coração pastoral, sacerdotal de Cristo, no qual estão escondidos todos os tesouros de vida e de paz, de bênção e plenitude, de que tanto a humanidade necessita!

 

Por tudo isto, não queria falar... O silêncio reverente e grato, admirado e contemplativo – como o de Maria Virgem -, seria o mais assentado para este momento...

 

Mas, devo falar. Então, direi brevemente!

 

Proclamo, primeiramente, minha gratidão admirada ao Deus uno e trino que, nos seus insondáveis desígnios, escolheu-me para o Episcopado! Sonhei em ser padre; tremi que me fizessem Bispo – Ele, o Senhor, o sabe! Coloco-me nas suas benditas mãos – In manus tuas, Domine!

 

Sou gratíssimo à minha família: meu pai Lourival (imagem eloqüente do Pai do céu), minha mãe Tereza (expressão do amor ciumento e zeloso do nosso Deus), meus irmãos Clara, Ricardo e Adriano (Igreja doméstica na qual cresci como pessoa e amadureci na fé), minhas cunhadas e meus sobrinhos (que o Senhor me foi dando para amar e cuidar)...

 

Sou imensamente reconhecido è Igreja de Maceió. Filho de Junqueiro, da Igreja de Deus que está em Penedo, fui desde moço acolhido pela Igreja Metropolitana de Maceió: aqui ingressei no seminário, aqui fui feito diácono e sacerdote, aqui amei e fui amado, aqui vivi anos de tanta felicidade no sagrado ministério sacerdotal! Tive a alegria de ser um padre amado nesta minha Igreja local, amado pelo rebanho de Cristo; amado porque, sem mérito algum meu, o Povo de Deus viu em mim um ministro do Senhor e, como tal, me tratou e de mim se aproximou!

 

Sou grato aos Arcebispos desta Sede Arquiepiscopal: Ao inesquecível Dom Adelmo Cavalcante Machado, que na ancianidade tanto e tão sublime me ensinou com seu amor entranhado ao Cristo Jesus, manifestado não em palavras, mas na dor e na humilhação da velhice marcada pela doença que lhe impunha situações vexatórias. Dom Muniz concedeu-me ser sagrado hoje com o anel episcopal desse homem de Deus: uma honra e uma responsabilidade; a Dom Miguel Fenelon Câmara, que me recebeu no Seminário; a Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, que me ordenou diácono e sacerdote, a Dom José Carlos Melo, que acreditou no meu ministério e na minha reta intenção de servir à Igreja, apesar de minhas limitações e, por último, a Dom Antônio Muniz Fernandes, que sempre me tratou com respeito e, desde minha nomeação, para além de toda expectativa, cobriu-me de demonstrações de cuidado, disponibilidade e solicitude fraternas!

 

Pensando nesta amada Arquidiocese, recordo com agradecido afeto o clero e, de modo particular, meus irmãos no sacerdócio! Muito do que fui como padre, devo a vós, minha família espiritual! Quantos dentre vós me vistes seminarista novo; quantos dentre vós fostes formados também por mim, no Seminário! Neste Ano Sacerdotal, rogo ao Senhor que possamos redescobrir sempre mais a beleza e a profundidade do dom do sacerdócio ministerial e vivê-lo entranhadamente em nossa vida... A vós, queridos irmãos, desejo todo bem e toda graça em Cristo eterno e único sacerdote!

 

Penso agora nas elegâncias do Senhor para comigo, nos seus cuidados, enchendo de anjos o meu caminho. Desses anjos inesperados, dentre tantos, recordo quatro:

 

1. A Comunidade do Livramento, pérola do meu sacerdócio, alegria do meu coração, objeto dos meus esforços e da minha dedicação pastoral. A essa Comunidade amei com um coração de esposo em Cristo;

 

2. As Servas da Santíssima Trindade de Rovigo, monjas contemplativas, que o Senhor colocou na minha vida logo no início do meu sacerdócio: delas eu cuidei como a filhas e elas de mim cuidaram como a um pai no Senhor;

3. Os frades menores capuchinhos, grata surpresa de Deus na minha vida! Neles, tive sempre irmãos que me amaram com sinceridade e simplicidade. Prova disso é o grande número deles hoje aqui e a presença fraterna dos três Bispos capuchinhos! Só Deus sabe o quanto lhes sou grato! Deram-me sempre o maior presente que se pode dar a um padre: acreditaram no meu sacerdócio e na retidão com a qual procurei vivê-lo!

 

4. As Damas da Instrução Cristã, que foram presença constante no meu ministério com seu afeto, seus cuidados, sua oração e o contínuo trabalho comum na formação das religiosas e dos alunos e seus familiares nos colégios a elas confiados...

 

Um deveroso e reconhecido agradecimento, presto agora aos membros da Comissão que preparou os eventos de minha Ordenação. A quantos trabalharam nos vários setores por amor a Cristo e à sua Igreja e por afeição a mim,  auguro que a bênção e a recompensa do Senhor Jesus fecundem suas vidas!

 

Finalmente, digo a minha gratidão ao povo de Maceió e aos alagoanos, de modo geral, que sempre me honraram com sua confiança e sua estima! Sou alagoano de sangue; sou maceioense de coração – e orgulho-me muito de sê-lo! Nunca esquecerei meu Estado e seu povo querido!



Escrito por Dom Henrique às 16h24
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   Minhas palavras... - II

Agora, no principiar do meu Ministério Episcopal, dirijo o olhar para mais além: para Sergipe, para Aracaju! A imagem da Imaculada Conceição aqui presente já recorda a Igreja para além do São Francisco, da qual a Virgem é Padroeira...

 

Com afeto fraterno saúdo meu Irmão no Episcopado, o Senhor Arcebispo Metropolitano, Dom José Palmeira Lessa, que desde o primeiro momento de minha nomeação tem se mostrado um Irmão mais velho cheio de cuidado e delicadeza. Saúdo também a Dom Marco Eugênio de Almeida, Bispo de Estância e a Dom Mário Sivieri, Bispo de Propriá, meus Irmãos na mesma província eclesiástica.

 

Contemplo já com um coração de Pastor, de Pai, de Irmão mais velho no Senhor, a tantos sacerdotes, seminaristas, religiosos e leigos que vieram d’além São Francisco para esta sagrada Celebração.

 

Na fé despeço-me dos alagoanos; na fé abraço como irmãos os sergipanos. A partir de agora serei sergipano com os sergipanos; aracajuano com os aracajuanos! Ter-vos-ei constantemente no meu coração, no meu afeto e na minha oração, e por vós despenderei as energias que o Senhor me conceder!

 

Permiti-me, antes de concluir esta fala, apresentar-vos os meus Irmãos Bispos que hoje me consagraram para o Ministério episcopal, impondo-me as mãos – e mais que a mim, honraram o Colégio Episcopal com sua presença. Ei-los – peço que, ao nomear, cada um se levante para ser reconhecido:

 

Dom Antônio Muniz Fernandes, Arcebispo de Maceió

Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju

Dom Frei Luís Gonzaga Silva Pepeu, Arcebispo de Vitória da Conquista – BA

Dom José Carlos Melo, Arcebispo Emérito de Maceió

Dom Mauro Montagnoli, Bispo de Ilhéus – BA

Dom Francisco Canindé Palhano, Bispo de Bonfim – BA

Dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida, Bispo de Estância - SE

Dom Mário Rino Sivieri, Bispo de Própria - SE

Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo de Palmeira dos Índios AL

Dom Fernando José Monteiro Guimarães, Bispo de Garanhuns - PE

Dom Genival Saraiva de França, Bispo de Palmares - PE

Dom Bernardino Marchió, Bispo de Caruaru - PE

Dom Frei Severino Batista de França, Bispo de Nazaré – PE

Dom Jaime Vieira Rocha, Bispo de Campina Grande - PB

Dom José González Alonso, Bispo de Cajazeiras – PB

Dom Francisco Biasin, Bispo de Pesqueira – PE

Dom Fernando Iório Rodrigues, Bispo Emérito de Palmeira dos Índios - AL

Dom Hildebrando Mendes Costa, Bispo Emérito de Estância - SE

 

Irmãos na Ordem Episcopal, acolhei minha fraterna saudação no Senhor e sabei que ganhastes um Irmão mais novo que fará o possível para honrar o Episcopado, honrando-vos com verdadeiro e leal afeto colegial! Ademais recordo Dom Jorge Tobias de Freitas, Bispo Emérito da Nazaré, que submetido nesta semana a uma cirurgia, tanto lamentou aqui não estar presente...

 

Olho também para tantos sacerdotes, diáconos e seminaristas, vindos de outras Dioceses (algumas tão distantes!) para comigo engrandecerem o Senhor... Olho para tantas famílias religiosas aqui presentes... Obrigado por vossa presença, por vossa participação na minha alegria!

 

Agora, somente me resta perguntar com o Salmista: “Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor?”

E somente posso responder como ele – não com palavras, mas com a vida e o exercício do Ministério: “Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor!” É isto a vida do Bispo; deve ser isto, Amados em Cristo: fazer da existência diária uma libação, uma oferta, um consumir-se diante do Senhor para o rebanho e pelo rebanho, tudo consumando no Altar da Eucaristia!

 

Que a graça do Bom Pastor, manso e humilde de coração, e as vossas orações, obtenham-me uma vida e um ministério assim. Amém!



Escrito por Dom Henrique às 16h22
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   O Coração de Maria

Das Conferências de São Maximiliano Kolbe (1894-1941), sacerdote franciscano, mártir:

 

Esforcemo-nos por amar o Senhor Jesus com o coração da Imaculada, por recebê-Lo com o seu coração, por louvá-Lo com as suas atitudes, por reparar, agradecer, mesmo que não compreendamos, pois isso é a realidade.

 

É pelo seu coração, pelas suas atitudes que louvamos o Senhor Jesus. Se na realidade é Ela que ama e glorifica Jesus por nós, então nós somos os seus instrumentos.

 

Só Ela nos vai ensinar a amar o Senhor Jesus, bem melhor, sem comparação, que todos os livros e todos os mestres. Ela ensina-nos a amá-lO como Ela O ama. E todo o nosso esforço deve tender a que só Ela ame o Senhor Jesus com o nosso coração.

 

Só a alma possuída pelo amor de Deus tira dela tudo o que perturba esse amor. Tudo se concentra no amor de Deus. Ora bem, quem ama mais Jesus pobre e crucificado, no presépio, que a Sua Santa Mãe! Ninguém no mundo, mesmo entre os Anjos, amou e ama tão ardentemente o Senhor Jesus como a Mãe de Deus. A Imaculada é o esplendor do amor divino nas nossas almas e a forma de nos aproximarmos do Coração de Jesus.

 

 



Escrito por Dom Henrique às 15h37
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   A paz de quem vive em Cristo

Da Imitação de Cristo, (séc. XV):

 

Quando um homem se humilha por causa dos seus defeitos, acalma os outros facilmente e satisfaz sem custo os que consigo se iravam. Deus protege e liberta o humilde, ama-o e consola-o. Inclina-Se para ele e dá-lhe grande graça; e, depois do seu abatimento, eleva-o à glória. Revela os Seus segredos ao humilde, arrasta-o e convida-o docemente para Si. E ele, mesmo na confusão, vive em paz, porque se firma em Deus e não no mundo.

 

Mantém-te na paz e só então poderás pacificar os outros.O homem pacífico é mais útil do que o muito instruído.

 

O apaixonado, porém, converte o bem em mal e acredita facilmente neste.

 

O homem bom e pacífico converte todas as coisas em bem. Aquele que está verdadeiramente em paz não suspeita mal de ninguém.

 

Mas o que é descontente e inquieto é agitado por várias suspeitas. Nem descansa, nem deixa descansar os outros. Diz muitas vezes o que não devia dizer e omite fazer o que devia. Preocupa-se com o que os outros têm de fazer, mas desleixa o que lhe compete.

 

Tem, antes de tudo, cuidado contigo, e poderás então zelar pelo teu próximo.

 

 



Escrito por Dom Henrique às 15h32
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   Olhar o Cristo para ser Igreja

Da Carta aos Coríntios, de São Clemente de Roma, Papa do final do século I:

 

Meus bem-amados eis o Caminho pelo qual encontramos a salvação: Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote que apresenta as oferendas, o protetor e o auxiliador da nossa fraqueza (cf. Hb 10,20; 7,27; 4,15).

 

Por Ele fixamos o olhar no alto dos Céus; por Ele contemplamos como que num espelho a face pura e sublime do Pai; por Ele se abriram os olhos do nosso coração; por Ele a nossa inteligência limitada e obscura desabrocha para a luz; por Ele, quis o Mestre dar-nos a saborear a sabedoria imortal, Ele que é: «resplendor da glória do Pai, tão superior aos anjos quanto superior ao deles é o nome que recebeu em herança» (Hb 1,3-4).

 

Consideremos o nosso corpo: a cabeça não é nada sem os pés, assim como os pés não são nada sem a cabeça; os membros mais insignificantes que temos são necessários e benéficos para todo o corpo; e todos contribuem para a salvação do corpo inteiro colaborando numa submissão que os unifica (1Cor 12,12ss).

 

Asseguremos, portanto, a salvação do corpo místico que formamos em Cristo Jesus e que cada um de nós se submeta ao seu próximo, segundo o carisma que recebeu. Que o forte se preocupe com o fraco e que o fraco respeite o forte; que o rico ajude o pobre e que o pobre dê graças a Deus que lhe concedeu alguém para o compensar da sua indigência; que o sábio mostre a sua sabedoria não por palavras mas por boas ações; que o humilde não dê testemunho de si mesmo mas que deixe a outro esse cuidado; que aquele que é casto na sua carne não se glorie, sabendo que é outro que lhe concede a continência.

 

Pensemos então, meus irmãos na forma como nascemos: que éramos nós quando viemos ao mundo? De que túmulo, de que escuridão nos tirou Aquele que nos formou, nos criou e nos introduziu neste mundo que Lhe pertence? Ele já nos tinha preparado os seus benefícios antes mesmo do nosso nascimento. Visto que tudo isto recebemos Dele, devemos dar-Lhe graças por tudo.

 

 

 



Escrito por Dom Henrique às 15h25
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   Fotos a sagração

Caríssimos, as fotos podem ser vistas neste site:

http://www.chicobrandao.com.br/

 

Aproveitem!



Escrito por Dom Henrique às 11h08
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   Período conturbado

Caros Amigos,

Muitos estão pedindo que sejam colocadas no blog as fotos de minha Consagração Episcopal. Vou coloca-las... Mas, primeiro, preciso recebê-las...

Desculpem porque o blog está parado. É que estou num período meio agitado, de transição e despedidas.

Mas, nesta semana, voltarei com toda a carga!

Rezem por mim!

Dom Henrique



Escrito por Dom Henrique às 00h09
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